Filme de Bolsonaro vira alvo de polêmica após revelação sobre Daniel Vorcaro; saiba detalhes

O nome de Daniel Vorcaro voltou ao centro das discussões políticas após a revelação de que o banqueiro teria financiado mais de 90% do orçamento do filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. A informação foi confirmada por Karina Ferreira da Gama, dona da produtora GoUp, responsável pelo longa “Dark Horse”, obra inspirada na trajetória política do ex-chefe do Executivo.

Segundo a produtora, o filme sobre Bolsonaro já consumiu cerca de US$ 13 milhões — aproximadamente R$ 65,7 milhões — e segue em fase de pós-produção, incluindo efeitos especiais e sonorização. De acordo com Karina, o valor investido por Daniel Vorcaro representa mais de 90% de todo o orçamento utilizado até agora na produção cinematográfica.

O caso ganhou repercussão nacional após o senador Flávio Bolsonaro admitir publicamente que Vorcaro participou financeiramente do projeto. O parlamentar, apontado como pré-candidato à Presidência da República, afirmou que o banqueiro investiu pouco mais de US$ 12 milhões no longa “Dark Horse”.

Karina Ferreira afirmou que, após os problemas judiciais enfrentados por Vorcaro, a equipe do filme precisou buscar novos apoiadores para manter o projeto ativo. Segundo ela, produtores e colaboradores passaram a procurar empresários da iniciativa privada para evitar a paralisação das gravações.

A dona da GoUp declarou ainda que Daniel Vorcaro teria atuado como intermediador financeiro do projeto, e não diretamente como investidor. Apesar disso, investigações apontam que a empresa Entre Investimentos e Participações, ligada ao banqueiro, aparece como origem dos recursos utilizados na produção.

Outro ponto que chamou atenção foi a revelação de que os valores destinados ao filme não teriam sido repassados diretamente à produtora. Conforme Karina, os recursos chegaram por meio do fundo Heavengate, sediado nos Estados Unidos e administrado pelo advogado Paulo Calixto, aliado político de Eduardo Bolsonaro.

As gravações do filme sobre Bolsonaro ocorreram integralmente no Brasil. A última cena teria sido filmada em dezembro de 2025, poucos dias após a primeira prisão envolvendo Vorcaro, fato que ampliou ainda mais a repercussão política do caso.

Além da polêmica envolvendo o longa, Karina Ferreira confirmou que outra empresa de sua propriedade recebeu R$ 2,4 milhões em emendas PIX destinadas à produção de uma série documental chamada “Heróis Nacionais — Filhos do Brasil que não se rendem”. O projeto, no entanto, acabou suspenso após bloqueios determinados pelo ministro Flávio Dino.

As emendas parlamentares mencionadas teriam sido enviadas por nomes ligados ao PL, incluindo Carla Zambelli, Bia Kicis, Alexandre Ramagem e Marcos Pollon.

A repercussão do caso aumentou o debate nas redes sociais sobre financiamento privado de produções políticas, transparência de investimentos e possíveis impactos na pré-campanha presidencial ligada ao grupo bolsonarista.

Fonte: G1

Foto: Adriano Machado/Reuters e Reprodução