O caso da Pequena Amanda voltou a chamar a atenção do Brasil após a prisão de uma mulher de 37 anos acusada de se passar por uma menina de apenas 12 anos em Joinville, no Norte de Santa Catarina. A suspeita, identificada como Amanda Maria Souza de Oliveira, teria enganado uma família durante mais de um ano, recebendo moradia, alimentação, cuidados médicos e até uma festa de aniversário enquanto mantinha a falsa identidade.
A história surpreendeu moradores da região e ganhou repercussão nacional devido aos detalhes da fraude e ao histórico da investigada, que já teria aplicado golpes semelhantes em diferentes estados brasileiros.
Como a Pequena Amanda conquistou a confiança da família
Segundo informações da investigação, tudo começou quando Amanda se apresentou a um casal por meio de um pastor da comunidade. Inicialmente, ela se identificou como “Aline”, alegando ter 18 anos e experiência profissional em uma padaria.
Com o passar do tempo, a mulher passou a relatar problemas financeiros e dificuldades de saúde. Sensibilizada, a família decidiu acolhê-la temporariamente. Foi então que surgiu uma nova versão da história.
Após conquistar a confiança dos moradores da residência, Amanda afirmou que tinha apenas 11 anos de idade e que sofria abusos dentro de casa. Comovido com o relato, o casal permitiu que ela passasse a morar definitivamente no imóvel, localizado no distrito de Pirabeiraba.
Família custeou medicamentos, alimentação e até festa de aniversário
Durante o período em que viveu com a família, a chamada Pequena Amanda recebeu diversos cuidados. Além de alimentação e moradia, o casal também arcou com despesas médicas e medicamentos de alto custo, incluindo o Mounjaro, utilizado em tratamentos relacionados à obesidade.
A relação de confiança chegou a tal ponto que os moradores organizaram uma comemoração para celebrar o suposto aniversário de 12 anos da jovem.
De acordo com os relatos, Amanda adotava comportamentos infantis para reforçar a farsa. Ela utilizava mamadeira, chupeta, afinava a voz e alegava ser autista, simulando situações que despertavam ainda mais empatia e proteção por parte da família.
Caso semelhante já havia repercutido em outros estados
As investigações revelaram que a história da Pequena Amanda não era inédita. Conforme a Polícia Civil, a mulher possui registros de ocorrências semelhantes em estados como São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro.
Em 2023, um caso envolvendo Amanda ganhou destaque nacional quando ela se apresentou como uma menina de 12 anos e alegou ser vítima de abusos e rituais de bruxaria. Na ocasião, ela foi acolhida por integrantes de um projeto social e chegou a receber moradia mobiliada.
Segundo relatos da época, a mulher teria inserido agulhas no próprio corpo para dar credibilidade à narrativa, fato posteriormente constatado por exames médicos.
Como a fraude foi descoberta
A descoberta da verdadeira identidade da Pequena Amanda ocorreu após familiares da própria mulher levantarem suspeitas sobre sua história.
Ao pesquisar informações na internet, o casal encontrou vídeos e reportagens que mostravam a mesma pessoa repetindo o mesmo golpe em diferentes localidades do país. Diante das evidências, a situação foi comunicada à Polícia Civil de Joinville.
Os investigadores entraram em contato com autoridades de outros estados e conseguiram confirmar os antecedentes e os relatos semelhantes atribuídos à suspeita.
Prisão e confissão
Amanda Maria Souza de Oliveira foi presa em flagrante nesta semana e encaminhada ao Presídio Regional de Joinville.
Durante o interrogatório, segundo a polícia, ela confessou integralmente os crimes investigados. Agora, responde por estelionato e falsa identidade, permanecendo à disposição da Justiça.
O delegado responsável pelo caso classificou a situação como incomum e destacou que as investigações continuam para esclarecer todos os detalhes da fraude.
Caso gera debate nas redes sociais
A história da Pequena Amanda provocou forte repercussão nas redes sociais, onde milhares de usuários demonstraram surpresa com a capacidade da mulher de sustentar a falsa identidade por tanto tempo.
Especialistas apontam que golpes baseados em manipulação emocional costumam explorar sentimentos de empatia e solidariedade, tornando as vítimas mais vulneráveis a acreditar em histórias aparentemente comoventes.
Enquanto a investigação segue em andamento, o caso continua despertando curiosidade e debate em todo o país, especialmente pelos detalhes incomuns que permitiram à suspeita manter a farsa por mais de um ano dentro da mesma residência.
Fonte: Jornal Razão
Foto: Reprodução / Redes Sociais